abril 18, 2024

Refugiados em Feira de Santana recebem acolhimento de rede de apoio

 Refugiados em Feira de Santana recebem acolhimento de rede de apoio

Foto divulgação

Para auxiliar os cerca de 79 migrantes e refugiados venezuelanos, em sua maioria indígena (da etnia Warao) e não indígenas que se encontram em situação de vulnerabilidade em Feira de Santana, a Rede de Apoio ao Migrante na Bahia (RAMBA), em parceria com os alunos do Projeto de Extensão do Centro de Serviços ao Migrante – Universidade Salvador (UNIFACS),o apoio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), e do Movimento de População de Rua FSA e da Vila Internacional, realizou uma ação de acolhimento, orientação e escuta à comunidade na manhã da sexta-feira (11).

Durante o turno da tarde, a RAMBA se reuniu no Campus da UNIFACS em Feira de Santana para abordar a realidade constatada durante a visita, e elaborar as próximas ações em apoio aos migrantes.

Conforme a orientadora do CSM Rafaela Ludolf foi feito um levantamento das principais demandas e necessidades vivenciadas pelos venezuelanos, com o objetivo de tornar pública a realidade precária em que eles se encontram. “Essa é uma ação da Rede de Apoio ao Migrante na Bahia (RAMBA), da qual a UNIFACS faz parte. O grupo fez acolhimento e escuta durante a manhã, oferecendo orientação e apoio. É uma situação de violação de direitos humanos, visto que vários direitos garantidos por lei estão sendo negligenciados a eles”, destacou.

Para a estudante do segundo semestre do curso de Serviço Social da UNIFACS, Naiara Oliveira, de 20 anos, participar da ação de acolhimento aos refugiados foi comovente e um “empurrão”, para definir os caminhos que pretende trilhar para mudar a vida das pessoas. “Estar aqui conhecendo os refugiados está me abrindo portas para conhecer não só outras culturas, mas outras pessoas, outras perspectivas de vida, de como outras pessoas vivem. Já sabia da realidade deles, mas não como estavam vivendo e da ajuda que necessitam. Estar dentro dessa ação, podendo ajudá-los, é um diferencial enorme, que com certeza mudou minha forma de enxergar o mundo”, avaliou.

Comunidade

A comunidade de venezuelanos está vivendo em uma Vila com 12 casas no bairro da Mangabeira, em Feira de Santana, desde fevereiro de 2020. Atualmente, moram nesta vila cerca de 80 pessoas, sendo que cada casa deveria comportar no máximo cinco pessoas, e na realidade há casas com 23 pessoas morando.

Na perspectiva da aluna do sétimo semestre do curso de direito da UNIFACS, Leysa Laís Ferreira, de 23 anos, a vivência da visita à Vila, auxiliando os refugiados, é uma oportunidade para entender que, para além do conhecimento teórico, é preciso ter acesso à prática, para entender de fato aquilo que é de direito do cidadão. “Muitas vezes, no contexto de sala de aula, é totalmente desassociado do que ocorre na realidade. Ir a campo, conhecer outras realidades, abre a nossa mente e nos faz ver que precisamos pensar no outro, naqueles que necessitam da gente”, destacou.

“O Centro de Serviços ao Migrante, é um projeto que iniciamos na Universidade há seis anos, e uma das coisas que eu posso perceber é que ele permite a formação do aluno para o mundo, o tornando uma pessoa humana que está se formando a partir de uma formação humanizada, preocupada com as questões sociais, preocupada com o desenvolvimento da sociedade”, concluiu a orientadora Rafaela Ludolf.

Ascom

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